segunda-feira, 1 de julho de 2013

Visita do Espectro

O Espectro surge na noite.
Olhos avérneos oscilam em meio às multidões.
Faz sentir sua presença
Em todo coração que teme a morte.

Devo eu atirar-me aos lobos?
Pode a minha vergonha ser sanada?
Eu juro, eu não estava na Mascarada!
Por favor, escuridão, não engula-me...

E o Espectro avança lentamente
Face de osso ou a Máscara da Morte Vermelha?
Uma sombra de um passado distante
Ou é apenas o meu medo?

Cantar-te-ei hinos de mil terras
Sobre vales dourados e as flores de meu jardim,
Mas agora é chegada a hora,
Vá, escuridão, engula a todos eles...

E o Espectro abandona a noite,
E viaja para outra ainda mais escura
Por entre os mares de almas perdidas
Por túmulos pelos quais ninguém chora

Não me tema assim
Quando a hora for chegada
Pois meus dentes só encerram
Sobre a culpa involuntária
E o rancor da alma humana
Recebe-me com um abraço
E deixa-te envolver por minhas asas

Vem, para a noite que te aguarda...
E para algo muito além;
Para toda a eternidade
E algo muito mais difícil de explicar...

Nenhum comentário:

Postar um comentário