O Espectro surge na noite.
Olhos avérneos oscilam em meio às multidões.
Faz sentir sua presença
Em todo coração que teme a morte.
Devo eu atirar-me aos lobos?
Pode a minha vergonha ser sanada?
Eu juro, eu não estava na Mascarada!
Por favor, escuridão, não engula-me...
E o Espectro avança lentamente
Face de osso ou a Máscara da Morte Vermelha?
Uma sombra de um passado distante
Ou é apenas o meu medo?
Cantar-te-ei hinos de mil terras
Sobre vales dourados e as flores de meu jardim,
Mas agora é chegada a hora,
Vá, escuridão, engula a todos eles...
E o Espectro abandona a noite,
E viaja para outra ainda mais escura
Por entre os mares de almas perdidas
Por túmulos pelos quais ninguém chora
Não me tema assim
Quando a hora for chegada
Pois meus dentes só encerram
Sobre a culpa involuntária
E o rancor da alma humana
Recebe-me com um abraço
E deixa-te envolver por minhas asas
Vem, para a noite que te aguarda...
E para algo muito além;
Para toda a eternidade
E algo muito mais difícil de explicar...
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