Pudera eu partilhar da vida nas estepes
Ou nas montanhas e vale gelados
Onde voam os cisnes e correm os lobos
Onde a alma voa alto para tocar a face dos deuses...
Se em tempos misericordiosos fomos tão fortes
Porque em tempos de lei as correntes pesam tanto?
E nosso próprio coração não mais sentimos pulsar
Presos na inércia daquilo que de nos é esperado...
Mas o que fazer então? Quando um mundo te chama
E o outro te aprisiona? Quando o chão queima
Mas suas asas foram cortadas...
Talvez manter as esperanças acabe por machucar ainda mais
Mas nos somos esse fogo, não podemos fazer mais que esperar
Temos sangue de lobo; Espadas nas mãos;
Vigiamos nos dois mundos um vislumbre de esperança
Corremos no vento; Voamos na luz;
Existimos em cada gota de sangue de lobo...

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