Num emaranhado de espinhos ósseos e escamas vermelhas
A boca já não serve mais para falar, apenas rosnados emergem
Do meio das presas escancaradas e gotejantes de veneno
A cada passo atinge o chão um casco poderoso, fazendo tremer
O mundo ao movimento do monstro que um dia foi homem
Cada partícula de seu ser foi tragada pelo mal e mutilada
Para então renascer no pesadelo que retornou da infância
A respiração faz plantas murcharem, o toque de suas garras
A respiração faz plantas murcharem, o toque de suas garras
Queima ao arrancar a pele... Seus olhos são bolas de chamas
Trepidando e causando o assombro daqueles que não viverão muito mais...
Oh, sim, a raiva lhe modificou, mergulhou em óleo e o trouxe a tona
Frito, vivo, vingativo e ofegante...
Rasteja nas sombras da alma e salta sobre sua vítima aleatória
Que para ele tem o rosto de quem mais odeia...
É tão difícil expressar sentimentos destrutivos...
É assim que eles nos consomem!
Com o tempo todos seremos como ele
Pois nós, também, odiamos... E amamos odiar...
E queremos destruir...
Basta um pequeno passo e você está perante a face da besta
Você se sente assustado? Eu me sinto em casa...